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segunda-feira, 14 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Pedagogia do Gado - Sacrifício
Finalizando
a trilogia “Pedagogia
do Gado”,
iremos analisar como somos destinados pela pseudo-educação do Gênio
do Mal para sermos e oferecermos sacrifícios a essa entidade
maligna.
Como nos artigos anteriores, sugiro fortemente que, antes de continuar, você leia os textos prévios desta série para garantir um melhor entendimento sobre o que estamos falando e a linguagem que estamos utilizando. Abaixo deixo os links para os artigos anteriores:
Como nos artigos anteriores, sugiro fortemente que, antes de continuar, você leia os textos prévios desta série para garantir um melhor entendimento sobre o que estamos falando e a linguagem que estamos utilizando. Abaixo deixo os links para os artigos anteriores:
Primeiramente, gostaria de delimitar o sentido de “sacrifício” que utilizaremos no texto. O dicionário Priberam oferece as seguintes definições:
1sa·cri·fí·ci·o
(latim sacrificium, -ii)
substantivo masculino
1. Oferta solene à divindade, em donativos ou vítimas.
2. A morte de Cristo.
3. A missa.
4. Imolação de vítimas em holocausto.
5. Abandono forçado ou voluntário daquilo que nos é
precioso; renúncia.
6. Abnegação; isenção.
Palavras relacionadas: imolação, sacrificar,
sacrificador, holocausto, hecatombe, propiciação, vitimário
Para nossa discussão, gostaria de utilizar as descrições apresentadas nos itens 1, 4, 5 e 6, entendendo “sacrifício” como o oferecimento de algo precioso a uma entidade considerada superior com o fim de receber algum benefício em troca. Neste sentido, oferecer algo que consideramos vil não é sacrifício, pois este pressupõe algo ou alguém a quem damos valor. Além disso, o sacrifício não tem nada a ver com, simplesmente, desprezar ou ignorar algo ou alguém, mas abrir mão deste para receber alguma vantagem em troca. Por fim, o sacrifício tem a ver com uma negociação entre duas partes: uma que é vista como inferior, que serve e sacrifica e outra que é considerada superior, que oferece algum benefício e recebe o sacrifício.
Neste ponto, faz-se necessário salientar uma
característica marcante da personalidade maléfica do Gênio do Mal
que, até este momento, já deve ter ficado óbvia aos que leram os
textos anteriores: ele se considera uma divindade, um deus, um ser
superior que, como tal, deve ser reverenciado, adorado e presenteado
com sacrifícios. Por conta disso, sua pseudo-educação é
aplicada de forma ampla e profunda para que estejamos sempre prontos
a cultuá-lo através dos mais variados sacrifícios. Mas, com
efeito, dentre todas as coisas que podemos sacrificar a ele,
nenhuma lhe agrada mais do que o sacrifício humano – seja o nosso
próprio ou o de nossos filhos.
Para entender mais profundamente como e por que isso
ocorre, utilizemos um pouco do contexto religioso da humanidade
através dos séculos...
Durante toda a história humana sempre houve povos que
adoraram divindades e/ou espíritos que exigiam sacrifícios – e,
muitas vezes, sacrifícios humanos. Entretanto, creio que, para o
nosso estudo, a entidade mais icônica deva ser Moloque.
Vários povos do Oriente Médio e Próximo incluíam essa divindade
com cabeça de touro como um dos seres mais temíveis e poderosos,
acreditando que ela seria responsável por protegê-los de inimigos e
doenças, bem como proporcionar fertilidade para a terra e para a
geração de filhos. Entretanto, o preço que Moloque cobrava para
garantir todos esses benefícios era muito caro: o sacrifício de
crianças – mais especificamente, de bebês. Relatos históricos
afirmam que, nos rituais de adoração a Moloque, os recém-nascidos
eram lançados vivos em uma fornalha posicionada no ventre de uma
grande estátua de metal na forma da entidade. Assim, os próprios
pais sacrificavam seus filhos para agradar à divindade e garantir
proteção, saúde, renda e prosperidade.
Para nós, imaginar esse tipo de atividade religiosa
pode ser repugnante e irracional. Entretanto, somo “educados” a
fazer isso também. Com efeito, estamos sacrificando nossos filhos
para termos proteção, saúde, renda, prosperidade e vários outros
benefícios. E nossas ações se mostram ainda mais cruéis que
as dos tempos antigos, pois não lançamos nossos filhos em uma
fornalha para que sua morte seja rápida, mas vamos matando eles aos
poucos, de forma lenta e sistemática. Primeiro matamos seu coração,
queimando cada pedacinho colorido da alma de nossas criancinhas, até
que não haja mais vida. Então, fazemos nossos filhos seguirem um de
dois caminhos: ou eles morrem fisicamente através da violência
própria (suicídio, overdose, acidente, etc.) ou de terceiros
(assassinato, latrocínio, acerto de contas, etc.); ou se tornam
zumbis, mortos-vivos, sacrifícios andantes que não possuem outro
propósito senão se mover para servir ao Gênio do Mal e sacrificar
outras vidas a ele.
“NUNCA! EU NUNCA SACRIFICARIA UM FILHO A UM
DEMÔNIO COMO ESSE!!!”
Talvez você esteja gritando essa frase em seu coração
neste momento, mas, quando você vê os grandes benefícios que
Moloque oferece, esse fogo todo diminui até apagar, e sua alma fica
tão fria que não parece mais uma ideia tão ruim matar seu filho só
um pouquinho para ter mais tempo, mais dinheiro, mais sossego, mais
prazer...
Não se engane, Moloque e os demais colaboradores do
Gênio do Mal não vão pedir seu filho de graça. Eles sempre lhe
oferecem um bom negócio, um grande benefício. Quando você faz uma
aliança, um pacto, um acordo, um contrato com eles, você recebe
algo em troca, e é essa vantagem que faz você esquecer o valor de
seus filhos – ou melhor, você não esquece o valor de seus filhos,
mas considera que fazer um bom negócio tem mais valor ainda.
Crueldade? Com certeza. Mas, tenho que reafirmar: você
só faz esses pactos porque foi (des)educado a fazer isso desde que
nasceu. Os valores e conceitos que a pseudo-educação gravou em seu
cérebro e em seu coração fazem você acreditar que realmente vale
a pena sacrificar seus filhos para ganhar algo em troca. Você não
poderia pensar/sentir diferente, pois nunca foi ensinado diferente.
Eu garanto que, a menos que você seja um milagre completo, de alguma
forma você tem sacrificado ou, pelo menos, sacrificou no passado a
você mesmo e/ou algum filho a Moloque ou um de seus companheiros.
Talvez você esteja sacrificando seu filho a Mamom
para aumentar seu dinheiro; ou talvez esteja sacrificando a família
toda a Lilith
para ter prazer sexual; talvez você fique bêbado para esquecer os
problemas e sacrifica seu filho a Baco
através de seu comportamento inadequado e violência; ou talvez
ofereça suas crianças a Atena,
deixando que morram aos poucos enquanto você gasta seu tempo e seus
recursos para ter mais inteligência e graus de estudo; ou você pode
estar cultuando Hermes
e sacrificando seus filhos para melhorar suas vendas e/ou negócios;
você também pode estar mentido e enganando seus filhos, entregando
seus corações a Loki
– que também é cultuado quando você zomba de suas crianças para
descontar sua frustração e/ou se divertir com a dor emocional
deles; ou, ainda, você pode estar realmente desejando que seus
filhos nem estivessem aqui, pensando que viveria melhor se eles não
existisse e, assim, os está enregando diretamente a Hades.
Eu poderia continuar por horas, descrevendo como você
sacrifica seus filhos a Azazel
por sua ira, a Belphegor
por sua preguiça ou a Leviatã
por sua inveja... Mas creio que já foi o suficiente para que você
mesmo faça uma autoanálise e reconheça quais são seus “deuses”,
os “benefícios” que está recebendo deles e como está
oferecendo seus filhos (e a si mesmo) como sacrifício.
Todos nós precisamos, urgentemente, tomar consciência
dessa nefasta realidade. Entretanto, não pense que por saber disso e
repudiar essa realidade ela simplesmente deixará de existir. Moloque
e seus amigos tem um contrato assinado por você e não sairão tão
facilmente de sua vida. Enquanto você estiver usufruindo os
benefícios que eles oferecem, eles terão direito de exigir o
sacrifício – e exigirão, pode ter certeza. Se você não oferecer
voluntariamente, eles virão até você e o tomarão à força. Se
você quer impedir isso, o único jeito é renunciar o benefício
que você está recebendo, rejeitar toda a proteção e os favores
que está recebendo do Gênio do Mal e seus comparsas.
Como eu tenho repetido inúmeras vezes, se queremos
salvar as crianças, primeiro precisamos salvar a nós mesmos. Nós,
adultos, precisamos ser deseducados e reeducados para, só então,
podermos educar nossos filhos para a vida e a liberdade. Se nossas
mentes não mudarem e não recuperarmos nossos corações, não
importa o quanto nos esforcemos nem quão nobres sejam nossas
intenções, não deixaremos de sacrificar nossos filhos. Podemos,
até, não sacrificá-los às mesmas entidades para as quais fomos
sacrificados, mas os ofereceremos em holocausto a outras sem
perceber.
Não seja mais um sacerdote do Gênio do Mal, nem de
Moloque e seus companheiros. Não faça mais sacrifícios humanos –
seja sacrificando você mesmo ou outros. Ao contrário, sacrifique os
benefícios que você está recebendo dessas entidades etéreas e
malignas para viver e deixar viver.
Já passou da hora de deixarmos os altares de
sacrifícios aos demônios e iniciarmos nossa grande aventura, a
jornada de nossas vidas: resgatar nossos próprios corações e,
então, partir para resgatar e cultivar os de nossas famílias, de
nossos filhos...
1
"sacrifício", in Dicionário Priberam da Língua
Portuguesa [em linha], 2008-2013,
http://www.priberam.pt/dlpo/sacrif%C3%ADcio [consultado em
09-07-2014].
terça-feira, 24 de junho de 2014
Pedagogia do Gado – Força de Trabalho
Nos
últimos artigos temos seguido os rastros de uma entidade maligna e
etérea que chamamos de Gênio
do Mal,
cujo objetivo é contaminar, bloquear e prender nossos corações
para que percamos nossa humanidade e sejamos usados por ele como
gado. Também temos visto que os propósitos do Gênio do Mal para
nós enquanto gado-humano podem ser resumidos em três usos básicos:
- Alimento/Matéria-prima;
- Força de Trabalho; e
- Sacrifício
Já
analisamos o que significa sermos usados como alimento e
matéria-prima, e hoje discutiremos como e porque somos reduzidos a
mera força
de trabalho,
ferramentas, objetos produtivos, escravos semi-humanos para o Gênio
do Mal.
Entretanto, caso você ainda não tenha lido os
textos anteriores, sugiro que faça isso agora, antes de prosseguir,
pois estamos seguindo uma linha de raciocínio e utilizando uma série
de analogias e parábolas que podem não ser bem compreendidas sem a
base precedente. Para facilitar, disponibilizo os links das postagens
imediatamente anteriores a esta:
Definitivamente,
usar o gado-humano como força de trabalho é um dos objetivos mais
óbvios e declarados do Gênio do Mal. Com certeza isso é claro para
você, pois a maioria de nós temos sofrido, em maior ou menor grau,
com o sentimento de escravidão advindo de nossas cargas horárias
exageradas e exigências profissionais irracionais e desumanas.
Porém, o que me deixa mais assombrado é notar que, apesar desse
propósito ser o mais explícito e mais claramente sentido pela
população em geral, também é o mais aceito e propagado por nós.
Nossa
identidade enquanto indivíduos parece estar profundamente enraizada
em nossos conceitos de trabalho e produção.
E, ao mesmo tempo que isso nos incomoda diariamente, nos conformamos
e naturalizamos essa concepção. Com efeito, você realmente crê
que é natural e necessário trabalhar oito horas por dia, seis dias
por semana, onze meses por ano? Você realmente crê que quando seu
expediente termina, o serviço fica no local de trabalho e você como
indivíduo não continua sofrendo as consequências dele em casa? De
fato, você consegue ter sua carreira como uma pequeníssima parcela
de sua identidade, ou sua identidade é restrita meramente a sua
profissão? Por que será que, quando falamos em “nossos direitos”,
quase sempre isso se refere a direitos trabalhistas?
Abra
os olhos um pouco mais e verá que a liberdade que nos é proposta é
bem diferente do que imaginamos. Somos sim livres, mas também somos
induzidos a usar nossa liberdade para escolher sermos escravizados de
boa vontade. Somos
escravos-livres.
E o que tem nos escravizado não são nossos trabalhos/empregos, mas
a cosmovisão moldada em nós. Somos
“educados” a nos auto-escravizar.
Os
antigos Hebreus possuíam uma lei que obrigava os donos de escravos a
libertar seus serviçais no chamado “Ano
do Jubileu”.
Entretanto, caso o escravo gostasse muito de seu senhor e quisesse
continuar em tal estado por considerar vantajoso de alguma forma,
deveria realizar um ritual público no qual sua orelha seria furada
para demonstrar que escolhia de livre e espontânea vontade continuar
como escravo para sempre. Pois bem... A
pseudo-educação tem sido utilizada para nos convencer a “furar
nossas orelhas”
para sermos escravos por livre escolha por toda a nossa vida.
Somos felizes bois de canga por toda a vida, até o dia
em que nos aposentamos e morremos, tendo nossa carne comida pela
depressão e pelo desânimo. E por que essa depressão vem? Porque
nossa identidade foi tão intrinsecamente unida a nossa capacidade de
trabalho que, ao nos aposentarmos, perdemos nossa única identidade,
nosso senso de valor e nosso propósito de existência. Algumas
poucas pessoas conseguem, pela necessidade, quebrar esse feitiço
mental e utilizam seus anos de aposentadoria para cativar
verdadeiramente seus corações que foram enterrados pelos anos de
trabalho; outras até conseguem se distrair com atividades que as
fazem esquecer do vazio de suas almas; mas a maioria simplesmente
morre sem nunca ter sentido o que é ter valor simplesmente por quem
é.
A
pseudo-educação maligna tem sido extremamente eficaz ao nos
convencer de que fomos criados para trabalhar, trabalhar, trabalhar e
morrer quando não pudermos mais ser úteis.
Para
constatarmos isso não são necessárias análises complexas, nem
mesmo raciocínios profundos. Basta uma frase: “Você
tem que estudar para ser 'alguém' na vida”.
É desnecessário tentar convencer qualquer um que “ser 'alguém'
na vida” significa ter um bom emprego e ganhar bem...
Toda a nossa lógica existencial gira ao redor do
trabalho. A maioria de nós, simplesmente, vive para trabalhar e nada
mais. E como uma parte funcional do corpo do Gênio do Mal (cf.
último artigo), treinamos nossos filhos a fazer o mesmo.
Preste bastante atenção e analise se isso é real ou
não nas desculpas que, geralmente, damos às crianças quando
questionados sobre algum comportamento nosso ou sobre alguma
exigência que colocamos sobre elas:
- “Mas o papai precisa trabalhar...”
- “Se eu não for, quem vai trazer comida pra dentro de casa?”
- “Eu trabalho pra te dar o que eu não tive!”
- “Do que você está reclamando? Eu me mato para não deixar faltar nada em casa!”
- “Eu trabalho o dia inteiro e não posso ter sossego quando chego em casa?”
- “Você tem que estudar para não ter que trabalhar tanto quanto o seu pai.”
- “O papai está muito cansado do trabalho... Outra hora a gente brinca.”
- “Se você não fizer faculdade, vai trabalhar com o quê?”
- “Você acha que vai ganhar dinheiro desenhando/pintando/cantando/dançando?”
- “Eu me matei trabalhando e você vai jogar isso fora desistindo da faculdade?”
O que todas essas frases têm em comum? Creio que já se
tornou óbvio.
Poderíamos
gastar páginas e mais páginas descrevendo todas as desculpas que
damos dia a dia para nossos filhos para chegar à mesma conclusão. E
essa conclusão é que, se
tirarmos o trabalho de nossas vidas, não sobra muita coisa...
Pense
nisso agora mesmo: se você não trabalhasse mais, o que seria da sua
vida? E não me refiro somente aos “empregos”, mas ao trabalho
como um todo – em casa, na vizinhança, na igreja, no clube, etc...
Tirando todas as suas obrigações, tarefas e trabalhos, o que
sobraria? O que te motivaria? O que você faria todos os dias? Sobre
o que conversaria? E, talvez, a pergunta mais importante: QUEM
SERIA VOCÊ? O
que você pensaria sobre si mesmo? Que identidade você tem fora do
emprego/trabalho? Quem você é além de ser vendedor, médico,
pedreiro, secretária, professora, etc.?
O
Gênio do Mal tem atacado nossa identidade, reduzindo ela a algo
funcional, produtivo, trabalhista. Ele não quer saber quem somos,
mas o que podemos fazer. Para ele não somos pessoas, mas números,
estatísticas. Na realidade, ele tem medo de descobrirmos quem somos,
nossa verdadeira identidade. Ele sabe que homens
e mulheres com coração e identidade são perigosos.
Por isso, seus esforços são para esmagar nossos corações e
confundir, diluir e minimizar nossas identidades. E, sem perceber,
fazemos exatamente o mesmo com nossas crianças...
Através
dos pais, escola, sociedade, etc., a pseudo-educação, desde cedo,
encuca em nossos filhos que o valor de alguém não reside em sua
existência, em seu coração ou em sua humanidade, mas em sua
produtividade e progresso funcional.
Os educandos são forçados em um molde estreito no qual devem se
organizar para progredir – isso não lembra algo em uma bandeira?
Nesse
processo de objetivação
do sujeito,
um resultado insatisfatório em trabalhos, tarefas, projetos e provas
é recebido com repreensões, acusações, rejeições e castigos que
imprimem no coração infantil a mensagem: “Sejas
produtivo ou não terás valor”.
E, assim, nossos filhos estão sendo preparados, ou melhor, domados
para serem uma boa força de trabalho. Afinal, “eles
têm que aprender a lidar com isso porque, um dia, terão que
enfrentar esse tipo de situação em um emprego”,
não é verdade? Novamente, o trabalho é a desculpa para a dor
emocional causada pela suposta educação...
A visão que recebemos e passamos adiante é essa:
Somos
vistos como ferramentas: um prego sem ponta, um machado sem fio, uma
serra sem dentes, um martelo flexível, uma chave torta ou uma régua
fora de padrão não servem para nada. Assim somos vistos quando não
alcançamos o padrão educacional estabelecido para a vida
profissional: não
servimos para nada.
Como
se sente uma criança que percebe que seus gostos, seus dons, suas
habilidades, suas tendências não são aplicáveis
profissionalmente? Sentem-se incompetentes, burras, atrasadas, fora
do padrão, uma falha, um erro, esquisitas, estranhas, relegadas a um
canto escuro, destinadas a serem pobres e marginalizadas, rejeitadas
por não terem o que é preciso para serem “um
sucesso”.
E
não posso deixar de dizer que isso não é culpa exclusiva do
pensamento capitalista, como muitos de nós fomos treinados a pensar
e vários de vocês já devem ter pensado até aqui. Como uma das
prerrogativas do capitalismo é o acúmulo de bens através da
produção, e esta produção ocorre fundamentalmente pelo uso da
força de trabalho, não há como negar a ligação com o que viemos
discutindo até o momento. Todavia, os marxistas que me desculpem,
mas Karl
Marx
é responsável pelo alastramento desse pensamento mais do que
qualquer capitalista.
Sei que estou entrando numa baita briga ao falar isso, mas é o que
posso averiguar ao analisar o seu materialismo
histórico dialético
– principal vertente filosófica que influencia a educação
escolar, em especial, no Brasil. Não me entendam mal: reconheço as
contribuições de Marx para várias discussões, entretanto, sua
visão da realidade baseada principalmente no que é material e, em
especial, sua divisão da história a partir dos meios de produção
demonstram explicitamente sua concepção de que a humanidade está
diretamente ligada a sua capacidade de trabalho e produção. Caso eu
esteja louco ao analisar Marx dessa forma, alguém me corrija, mas
creio não estar equivocado.
Passei
quatro anos “estudando
para ser pedagogo”,
e o que mais apresentaram a mim foram as concepções de Marx. Minha
formação acadêmica teve Marx do início ao fim. Dessa forma, a
menos que todos os meus professores tenham ensinado algo totalmente
diferente da realidade, o marxismo encucado na maioria esmagadora dos
educadores brasileiros dá conta de que o ser humano é uma força
social, histórica e de trabalho. O próprio pensamento comunista,
que se diz tão diferente do capitalista, não tem nada de diferente
quanto ao valor do ser humano como força de trabalho. A diferença é
que, no modelo comunista, o indivíduo não trabalha mais para si só,
mas, teoricamente, para a sociedade como um todo. Mais uma vez, me
desculpem os marxistas, mas essa ideia me parece diminuir ainda mais
o valor do indivíduo como tal, uma vez que ele é visto como uma
“engrenagem” que serve para a máquina social funcionar.
Enfim...
não estou aqui para debater sobre concepções filosóficas
específicas, mas para denunciar os desígnios malignos da Gênio do
Mal. E, neste sentido, tanto
o marxismo quanto o capitalismo – ou qualquer outra concepção que
determine o valor humano baseado em seu potencial de trabalho – são
ferramentas do Gênio do Mal para nos escravizar de bom grado.
Também
não estou aqui defendendo um ócio generalizado em que ninguém mais
trabalhe, ou que não se apresentem elementos profissionais durante o
processo educativo. O trabalho é sim importante, mas não por si só.
O
trabalho deve ser uma extensão natural das atividade de um sujeito
que tem sua identidade bem formada e age baseado no valor que dá a
si mesmo, seus interesses, habilidades, valores, etc.
Neste sentido, não devemos educar para o
trabalho, mas devemos educar para a vida; não devemos desejar o
progresso da criança em competências meramente profissionais, mas
devemos almejar o desenvolvimento integral da criança, sempre
valorizando o autoconhecimento e a busca pela identidade pessoal; não
devemos formar um profissional, mas cultivar um coração.

PARA
AMPLIAR SUA VISÃO E NOSSAS DISCUSSÕES, SUGIRO QUE ASSISTA AO VÍDEO
“EDUCAÇÃO PROIBIDA”, QUE DEIXO ABAIXO:
terça-feira, 10 de junho de 2014
Pedagogia do Gado – Alimento e Matéria-prima
No
último
post
falei sobre o que considero ser o coração humano, fazendo uma
comparação com uma nascente de água que pode gerar um rio limpo,
forte e útil se não for contaminada, bloqueada e/ou isolada. Também
tratei do desejo do Gênio
do Mal
de fazer com que percamos cada vez mais da nossa humanidade, nos
tornando gado
para
seus propósitos. Neste sentido, um dos principais instrumentos para
a desumanização é a pseudo-educação, que vem contaminando,
trancando e enjaulando nossos corações enquanto nos força em seus
moldes, enfatizando o que considera útil e matando o que nos
tornaria humanos plenos.
Como
disse ao final do texto, tenho consciência de que a expressão
“gado” aplicada a pessoas pode parecer muito forte e causar um
sentimento de repulsa em alguns, mas é exatamente essa a reação
que devemos ter com relação a esse tema, pois ser gado-humano é
uma situação realmente repugnante, degradante e revoltante.
Conforme entendemos mais dos propósitos do Gênio do Mal para nós e
nossos filhos, devemos ter náuseas de indignação e transformar
esse mal-estar em motivação para lutarmos contra a cosmovisão
maligna que nos cerca e vem prendendo a humanidade através dos
séculos.
Passemos,
então, a explicitar e analisar o que o Gênio do Mal tem preparado
para nós enquanto seu gado-humano. Para tanto, iremos dividir a
discussão conforme as três funções básicas do gado, a saber:
- Alimento/matéria-prima;
- Força de trabalho;
- Sacrifício.
Citei
essas funções nefastas no texto anterior e, a partir de agora, irei
explicar mais detalhadamente como essas analogias se aplicam a nós.
Mas, antes de começar, gostaria de lembrar que estou utilizando
muitas figuras, simbologias e parábolas. Neste sentido, o objetivo
dos meus textos é didático, mas sua forma é mais poética do que
científica. Preciso dizer isso para que fique BEM claro que não
estou escrevendo em caráter definitivo, nem esperando que as
analogias que utilizo sejam perfeitas/completas quanto ao seu
sentido. Do fundo do meu coração espero que todos vocês, leitores,
entendam isso, pois não quero que hajam mal-entendidos nem
discussões desnecessárias. Espero que haja diálogos e debates
sobre os TEMAS que estou apresentando, e não sobre DETALHES ou
aspectos insignificantes e superficiais dos símbolos/figuras que
estou utilizando.
Dito
isto, passemos a analisar a primeira função que se dá ao
gado-humano:
1. Alimento/Matéria-prima
Quando
nos alimentamos,
ingerimos comidas e bebidas que irão ser decompostas em elementos
que podem ser assimilados por nosso organismo. Os nutrientes vão
para nossas células, tecidos, órgãos, etc, passando a fazer parte
deles. Já aquelas partes do alimento que não podem ser decompostas
e/ou não podem ser assimiladas por nossos corpos devido sua natureza
ou por algum tipo de contaminação são eliminadas como detrito
(fezes ou urina).
De
forma análoga, a matéria-prima
é o material que utilizamos para a criação de um bem útil. Neste
sentido, a matéria bruta é trabalhada, purificada e modificada
conforme a necessidade para passar a fazer parte de um objeto que
desejamos. As partes ou elementos da matéria-prima que não podem ou
não devem ser trabalhadas são descartadas como refugo.
Creio
não ser necessário explicar que, quando falamos em gado, nos
referimos a um tipo de animal que é utilizado tanto para alimento
(carne e leite) quanto para matéria-prima (couro, chifres, ossos,
etc.). Entretanto, é óbvio que, quando afirmo que somos reduzidos à
condição de gado-humano para sermos utilizados como alimento e
matéria-prima, não estou falando literalmente. Minha intenção é
utilizar essa alegoria para afirmar que somos processados,
decompostos, assimilados e, em alguns casos, eliminados como esterco.
Esse é um processo social que pode ocorrer através de vários
mecanismos, mas, especialmente, vem através da pseudo-educação.
Para
deixar mais claro, preciso voltar a falar do Gênio
do Mal
e descrever um aspecto bastante perturbador dessa entidade... Ele
não possui um corpo físico.
É impossível você ir até um lugar e dizer “ali
está ele!”.
Ele não possui forma definida, nem aparência específica, pois não
é um ser humano, nem um animal, nem qualquer criatura física como
conhecemos. Sua natureza é outra, e sua dimensão é diferente da
nossa. Dessa forma, esse conjunto de ideias, pensamentos, valores e
intenções que estamos chamando de “Gênio
do Mal”
é incorpóreo, mas se manifesta de forma visível e física através
dos seres humanos que o carregam em si.
Não estou afirmando que os seres humanos são
o Gênio do Mal, pois ele é algo muito maior que um mero homem; mas
estou afirmando que o conjunto de homens e mulheres que reproduzem a
cosmovisão maligna dessa entidade etérea funcionam como as células
ou órgãos que formam seu corpo.

E
o mais assustador é que, após
sermos assimilados, passamos a ingerir e digerir outros seres humanos
para que também passem a fazer parte da nefasta massa corpórea do
gênio do mal.
Somos iludidos com a mentira de que estamos lutando por uma educação
melhor quando, na verdade, estamos desintegrando os corações das
crianças e, consequentemente, sua humanidade. Por mais que elas
resistam, eventualmente serão vencidas e assimiladas, e o ciclo irá
reiniciar...
Terrível, abominável, repugnante!!!
A
boa notícia é esse não é um processo irresistível, nem
irreversível. Uma
pessoa pode sim lutar contra essa assimilação e decidir não fazer
parte desse corpo assombroso.
Nós podemos renunciar o Gênio do Mal e nos romper os laços que nos
prendem a ele, passando a pensar por nós mesmos e fazer as escolhas
certas para resgatar nossos corações e nossa humanidade, bem como
proteger outros – principalmente nossas crianças – de passarem
pelo terrível processo de digestão pelo qual passamos.
Isso
é possível, e está acontecendo. A prova disso é que você está
lendo este texto neste momento.
Se
você não deseja que seus filhos se tornem alimento para o Gênio do
Mal, vá
na contramão do ácido da pseudo-educação desintegradora.
Não reduza nem decomponha o coração deles, mas os eduque como
seres humanos integrais. Não fique dividindo os aspectos que compõem
eles, preferindo alguns elementos e diminuindo/eliminando os outros.
Não
deixe seus filhos serem digeridos! Não os deixem “fácil de
engolir” para a sociedade!
Permita que seus filhos cresçam e se desenvolvam para se tornarem
homens e mulheres integrais.
Isso
é maravilhoso, mas não posso deixar de alertar que há
um preço a ser pago por aqueles que decidirem não se conformar com
seu destino enquanto gado-humano.
Se você escolher sacudir o jugo e se libertar, estará fadado a ser
considerado refugo, esterco e, como tal, poderá ser eliminado ou
excluído da “sociedade
comum”.
Caso
você já seja parte do corpo do Gênio do Mal e vá contra a
natureza desse ser, será considerado um câncer para a sociedade,
um tumor que precisa ser cirurgicamente retirado ou morto aos poucos
através de radiação ou química. Ou você é parte do Gênio do
Mal ou é seu inimigo declarado – não há meio termo.
Nesta guerra, neutralidade é rendição...

É
uma realidade dura, mas não é algo que deve nos desanimar... Ao
contrário! Saiba que, quanto mais você se desligar do Gênio do Mal
– e isso é um processo, não ocorre de repente – , mais claro se
tornará a outras pessoas que o estado em que elas se encontram não
é natural, nem obrigatório, nem inevitável.
Aqueles
que lhe perseguem hoje, amanhã poderão lhe seguir,
pois sua perseverança em meio à adversidade poderá despertar o
coração humano adormecido que ainda resta nos opositores.
Devemos
entrar nessa batalha com ânimo redobrado, primeiramente para nosso
benefício, em segundo lugar para nossos filhos e, por último, para
o bem daqueles que estão cegos, sendo usados como alimento e
matéria-prima pelo Gênio do Mal. Afinal, se queremos arrancar eles
desse estado catatônico, a arma mais poderosa não será a força,
nem o argumento, mas o exemplo.
terça-feira, 3 de junho de 2014
A Nascente da Alma
No
último artigo comecei a abordar o fato de que o grande problema
educacional que encontramos não é gerado meramente por questões
organizacionais, pedagógicas ou materiais. Na realidade, estamos em
uma crise mundial em termos educacionais que já vem de séculos e é
orquestrada por algo muito profundo que chamei de “Gênio
do Mal”. Caso você não
tenha lido o texto no qual introduzi esse conceito, talvez seja
melhor dar uma olhadinha nele (aqui)
antes de continuar, ou poderá haver equívocos e mal-entendidos
sobre o que irei escrever hoje...
Preciso
esclarecer dois pontos essenciais com relação à minha afirmação
de que a ação do Gênio do Mal nos leva a supervalorizar o
intelecto em detrimento do coração. Passarei pelo primeiro ponto de
forma rápida, mas esmiuçarei mais o segundo pois creio ser
naturalmente o próximo passo em nossa discussão.
Então,
primeiramente, quero deixar muito claro que, de forma
alguma, estou desconsiderando, rejeitando ou desvalorizando a
importância do nosso raciocínio e capacidade intelectual.
Eu sei que é imperativo entendermos um mundo ao nosso redor e, mais
importante que isso, entendermos nós mesmos, e isso é um trabalho
TAMBÉM intelectual. Portanto, não poderia desprezar o
desenvolvimento de nosso intelecto. Pelo contrário,
valorizo tanto esse aspecto de nosso ser que desejo que ele permaneça
dentro da esfera que lhe é própria, sem abusos.
O que ocorre hoje é que, por conta do desequilíbrio intencional que
vivemos, o que sabemos é tão enfatizado que nosso intelecto é
esticado e deformado de forma abusiva.
Agora,
passando para o segundo ponto, gostaria de trabalhar muito bem o
conceito de “coração”.
Afinal, enfatizei bastante esse elemento no último texto e, sendo
ele tão importante, não pode ser mal entendido. Desta feita,
iniciemos a conversa...
Quando
me refiro ao “coração” da criança – ou de qualquer outro ser
humano –, não estou utilizando essa palavra conforme o senso
comum, ou seja, no sentido restrito de sentimentos e/ou emoções –
com certeza, isso culminaria na clássica dicotomia “Intelecto
Vs. Emoções” ou
“Cabeça Vs. Coração”,
que não é o caso. Quando uso o termo “coração”, me refiro ao
centro da psiquê humana, o cerne da alma do homem.
Talvez isso pareça vago ou confuso para vários, mas me permitam
deixar mais claro. Para tanto, vou me utilizar de um esquema que
divide e analisa o ser humano conforme os vários elementos e
aspectos que o formam.
Corpo
– primeiramente, todos temos
um corpo, ou seja, nosso ser material,
físico.
O corpo é nossa parte visível
e que, mais diretamente, age,
interage
e modifica
o mundo ao nosso redor. Nosso corpo é dividido em diversas partes
funcionais e possui vários sentidos – dentre eles, os mais
conhecidos são: visão, tato, audição, olfato e paladar.
Alma
– nossa psiquê, ou alma, é
imaterial
e não é visível,
mas é tão real quanto o corpo. Na minha visão, a alma humana é
dividida em três aspectos básicos: o intelecto,
a vontade
e o sentimento.
Esses aspectos se subdividem em vários outros, tais como: memória,
raciocínios, emoções, desejos, etc. Em geral, é nossa alma que
determina as ações do corpo.
Espírito
– o corpo e a alma são
universalmente aceitos como elementos reais e constituintes do ser
humano. Entretanto, alguns creem na existência de um terceiro
elemento que, aqui, chamaremos de “espírito”. Os que acreditam
nesse aspecto do ser humano afirmam que é uma parte de nosso ser que
transcende o corpo e a
alma, atingindo uma
dimensão que não é física nem psíquica. Alguns consideram a alma
e o espírito uma única coisa, enquanto outros traçam uma separação
entre esses dois elementos. Não entrarei no mérito dessa discussão,
deixando o julgamento desse aspecto para quem cada um.
Meu objetivo não é discutir se essa é a melhor categorização dos
elementos que constituem o ser humano, nem defender esse modelo como
único. O que desejo é, apenas, usar essa divisão para, de forma
didática, facilitar a compreensão de alguns termos e problematizar
algumas questões pertinentes ao nosso debate.
Então,
voltando ao coração...
Quando
utilizo esse termo estou, em primeiro lugar, falando de algo
relacionado à alma/psiquê.
Entretanto, não considero o coração algo superficial como os
elementos periféricos da alma (intelecto, vontade e sentimento), mas
o considero como o âmago do nosso ser psíquico.
Esse é um conceito bastante profundo e pode parecer abstrato demais,
mas me esforçarei para montar uma imagem nítida do que estou
tentando dizer. Creio que a melhor figura para isso seria
comparar nossa alma como um rio.
Esse rio pode ser forte e rápido, ou calmo e profundo, dependendo da
geografia. Entretanto, apesar das características peculiares, todo
rio possui uma nascente, um local onde a água brota do solo,
determinando por onde o rio passará e como ele será. Para mim, o
coração é a “nascente” da nossa alma,
o “olho d'água”
que, não somente faz brotar a água, mas determina a “qualidade
da água”, a direção
que ela tomará e o caminho
pelo qual ela terá que passar para chegar ao seu objetivo.
Seguindo
essa analogia, podemos
afirmar que uma nascente
pura, limpa e livre irá
produzir uma água límpida e cristalina. Aos poucos, conforme passa
por seu caminho natural, esse pequeno córrego vai coletando água de
outras fontes e vai tomando forma de rio. Alguns quilômetros à
frente da nascente já temos um grande e majestoso rio que continuará
correndo até seu objetivo, o mar. Durante todo esse percurso não há
como saber o número de benefícios que esse rio poderá trazer para
os seres humanos que o encontrarem. Como disse antes, há rios
diferentes, com características diferentes, mas todos começam com
aquela pequena nascente – o coração
do rio.
Entretanto,
essa analogia tão bonita também carrega a possibilidade de se
tornar um pesadelo, caso consideremos o maltrato com a
nascente/coração. Pense em uma nascente contaminada
com lixo ou produtos
tóxicos... Ela irá
contaminar todo o rio. Ou em
uma nascente bloqueada com
entulho, pedras ou galhos... Ela irá
produzir um rio pequeno e fraco – se
é que chegará a ser um rio.
E em
uma nascente “fechada” para ser usada por uma pessoa ou grupo de
pessoas... Ela
não irá produzir um rio que corre livremente, mas terá suas águas
canalizadas para o propósito específico de suprir as necessidades
de alguém e estará
completamente escravizada pelos desejos e anseios de outro.
Caso você não esteja entendendo onde quero chegar, leia
novamente o parágrafo anterior substituindo “nascente” por
“coração”, “rio” por alma, etc. Creio que ficará muito
claro.
Quando falo em “educar o coração”, me refiro a
oferecermos a nossas crianças – e a nós mesmos – um tipo de
instrução que irá proteger, fortalecer e, eventualmente, limpar o
coração. Sendo que esse coração é o cerne da alma humana e dele
procedem os primórdios do raciocínio, das escolhas e dos
sentimentos (bem como seus desdobramentos), ao realizarmos a proteção
e manutenção dessa nascente garantimos o estado ideal para que as
águas tomem seu curso natural e se transformem em rio, ou seja, a
criança irá, de forma natural e agradável, aprender o que ainda
não sabe (construindo o conhecimento por conta própria ou
aproveitando as experiências/conhecimentos de outros), identificar
suas aptidões e deficiências, lidar com essas informações de
forma adequada, dividir suas competências e, assim, ser o melhor ser
humano que puder.
O
papel do educador não é tão complexo quanto geralmente se pensa,
pois, na realidade, consiste em cuidar do coração do educando,
fazendo o que for necessário para isso.
Entretanto, o Gênio do Mal tem outro plano para os nossos corações
– e de nossos filhos. Ele, literalmente, busca criar os três tipos
de problemas que citei para que a pseudo-educação nos leve,
justamente, na direção oposta à que deveria ir. Ele contamina
nossos corações com ideias, conceitos e valores errados que se
alastram por nossas almas e contaminam nossa forma de pensar, nossos
sentimentos e, até, nossa vontade. Ele também sobrecarrega
nossos corações com preocupações, pressupostos e trabalhos
desnecessárias, nos esmagando e atacando nossa identidade até o
ponto de nosso coração estar soterrado e nossa alma ser fraca e
pequena. Por fim, nosso coração é aprisionado por
uma cosmovisão maligna que conduz nossa alma (pensamentos, vontades
e sentimentos) para onde o Gênio do Mal bem entender, diminuindo
nossa humanidade e nos usando para os seus propósitos.
Posso estar parecendo um profeta apocalíptico (e talvez eu seja
mesmo!), mas não estou inventando nada disso... Qualquer um com o
mínimo de discernimento pode observar nosso mundo e constatar que é
exatamente isso. Ou você não concorda?
Um
dos objetivos do Gênio do Mal é eliminar nossa humanidade através
de atacar nosso coração e nos tornar gado.
Sei que isso vai ser forte para a maioria das pessoas, mas o
Gênio do Mal trabalha para que deixemos de ser humanos e nos
tornemos gado.
Por que ele quer mais gado do que homens? Bem... Isso é fácil de
responder, afinal, o gado possui três funções principais:
- Se tornar alimento/matéria-prima;
- Ser usado como força de trabalho; e
- Ser oferecido como sacrifício.
Pretendo expandir esses aspectos na próxima postagem e deixar o
quadro ainda mais assustador. Entretanto, creio que já há o
suficiente aqui para uma semana de reflexão. Portanto, gostaria de
encerrar com esse alerta e esse sentimento de urgência:
ENQUANTO
VOCÊ CONTAMINA, ENTERRA E ENJAULA O CORAÇÃO DE SEU FILHO PRA ELE
“APRENDER O QUE PRECISA”, VOCÊ ESTÁ
TIRANDO A HUMANIDADE DELE E TORNANDO ELE GADO.
E, COMO GADO, ELE VAI SER USADO PELO GÊNIO DO MAL COMO ALIMENTO,
FORÇA DE TRABALHO E SACRIFÍCIO.
É ISSO QUE VOCÊ QUER? POIS É MUITO PROVÁVEL QUE ESTEJA
ACONTECENDO E VOCÊ NEM ESTÁ NOTANDO, POIS O TEU CORAÇÃO JÁ FOI
“EDUCADO” A CONSIDERAR ISSO NORMAL E NATURAL. PENSE BEM
NISSO!!!
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