segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cuidados na Ed. Domiciliar - Planejamento

É fato que, tanto na educação escolar quanto na domiciliar, o que mais preocupa os educadores enquanto momento educativo é a execução, ou seja, a aula em si. Esse momento, no qual educador e educando estão cara-a-cara e deve-se, de alguma forma, utilizar dinâmicas e técnicas para transmitir e fixar os conteúdos e desenvolver as habilidades/competências parece ser o que mais consome a mente e os sentimentos de quem pretende ensinar. Porém, definitivamente, a execução não é o momento mais crítico do processo de ensino-aprendizagem.
Com efeito, o momento educativo mais importante (pelo menos, ao meu ver) e que irá, efetivamente, garantir uma maior probabilidade de sucesso é o planejamento.
O planejamento é o momento em que se respondem perguntas tais como:

  • Quais são meus objetivos?
  • O que vou ensinar?
  • Como vou ensinar?
  • Que meios utilizarei?
  • Onde ser dará o processo?
  • Quanto tempo irei dedicar a esse aspecto?
  • Como iremos avalizar o processo?
  • Etc.

Como é possível perceber, um planejamento bem-feito é capaz de extinguir qualquer dúvida ou insegurança sobre o momento de execução. Afinal, o planejamento constitui-se como um “mapa” a se seguido, um caminho a ser traçado. E, neste sentido, o “andar pelo caminho traçado” constitui-se, justamente, a execução – o momento “cara-a-cara”.
Muitos processos educativos fracassam simplesmente por ocorrerem a “golpes de facão”, ou seja, totalmente no improviso, sem um planejamento consistente. Muitos educadores acreditam que podem chegar diante do educando e fazer “qualquer coisa” para o ensinar e que, assim, o processo educativo irá progredir. Uma pessoa que pensa/age assim deve ser, com certeza, ou ingênua ou relapsa.
Obviamente uma criança irá aprender mesmo que o processo educativo seja improvisado. Porém, a qualidade desse aprendizado será ínfima se comparada com o potencial educativo de um processo bem planejado.
No caso da educação domiciliar, por sua própria natureza, o planejamento se torna ainda mais importante. Afinal, o locus do processo educativo é, também, o cenário de inúmeras outras atividades e processos do cotidiano familiar, e o impacto de um ensino doméstico irá exigir cuidados redobrados com a rotina, com os recursos, espaços e atividades de toda a família. Se o trabalho de se ensinar as crianças em casa não for bem pensado e planejado, poderá ocasionar problemas seríssimos para toda a estrutura familiar.
O planejamento é importante, não somente para a organização macro do processo domiciliar de educação (local, horários, materiais), mas também para a micro. Ou seja, antes de se iniciar uma aula, faz-se necessário que o professor-mestre pare para planejar como será essa aula. Como já falamos, isso lhe dará maior segurança e potencializará grandemente o momento de estudo.
Neste sentido, cabe ressaltar que os elementos principais de um planejamento de aula são:

  • Tema;
  • Objetivo geral;
  • Dinâmica;
  • Objetivos específicos;
  • Técnicas;Instrumentos.

Obviamente, um planejamento, por mais bem feito que seja, nunca será 100% à prova de falhas. É impossível prever todas as variantes de uma aula ou imprevistos que podem ocorrer. Por isso, deve-se sim estar preparado para adaptar o planejamento e exercitar o improviso. Isso é essencial. Entretanto, o improviso deve ser uma ferramente, e não um determinante do processo. O planejamento consciente e bem delineado deve ser a regra, enquanto o improviso deve ser, meramente, a exceção.
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