segunda-feira, 14 de junho de 2010

Elementos integrantes do processo educacional e a Educação Domiciliar (Formação do Educador)

Formação do Educador
A complexidade que envolve o processo educativo é inquestionável, assim como a necessidade de uma série de competências básicas para o direcionamento de um processo de ensino-aprendizagem. Dessa forma, é imperativo que haja uma formação específica (se possível, em nível superior) para aqueles que pretendam atuar como profissionais da educação.
Neste sentido, ao analisar a proposta da educação domiciliar para o Brasil, percebe-se uma situação incômoda. Os pais, que deveriam assumir a responsabilidade pela instrução de seus filhos, em sua maioria não possuem formação pedagógica compatível com a função que deveriam ocupar.
No caso dos ex-alunos domiciliares pesquisados, todos afirmaram que seus pais-mestres haviam concluído, pelo menos o segundo grau.


Ambos os meus pais tinham 2o grau completo” (Ex-aluno A).


O Ex-aluno B afirma, ainda, que seu pai também possuía ensino superior: “Meu pai tem Mestrado em Teologia e Psicologia”.
Por fim, ressalta-se a resposta do Ex-aluno C, que relata uma instrução específica para a educação domiciliar por parte de seus responsáveis: “Todos tinham o segundo grau completo e também tinham feito um curso para nos ensinar em casa”.
Poder-se-ia considerar o ingresso dos pais em curso superior para receber instrução didático-pedagógica específica. Porém, essa possibilidade demandaria tempo e investimentos consideráveis, tornando-se proibitiva para a maior parte das famílias.
Já a proposta de um curso mínimo para que os pais possam instruir seus filhos se mostra uma opção bastante interessante. Entretanto, essa capacitação deveria ser bem direcionada, com uma fundamentação pedagógica consistente e rica, tanto teórica quanto praticamente. Ressalta-se, ainda, que o tempo e o esforço que deveriam ser direcionados para tal atividade, tal qual o caso da educação superior, poderiam inviabilizar essa opção para a maior parte da população (não se descartando, porém, sua possibilidade – sugerindo-se mais estudos a respeito).
Uma terceira opção se apresenta mais realista e com uma potencialidade maior para sua efetivação: seguindo a proposta de instituições reguladoras para a educação domiciliar, estas poderiam (ou deveriam) disponibilizar de pessoal especializado, com formação pedagógica direcionada para a capacitação e auxílio dos pais que optem por educar seus filhos no lar. Dessa forma, os pais poderiam receber um direcionamento adequado para suas práticas mediante o aconselhamento de pedagogos formados, sem custos adicionais – desde que a instituição em questão seja, como já proposto, sem fins lucrativos.
Entretanto, essa possibilidade demandaria uma formação acadêmica característica, ou, pelo menos, uma capacitação posterior específica para o direcionamento em questão, uma vez que não se trata das práticas docentes e de gestão que, em geral, os cursos superiores contemplam1.
Dessa forma, sem maiores subsídio teóricos ou práticos para discutir o assunto, e dada a complexidade do tema em questão, vota-se por um estudo específico sobre a temática, buscando-se aportes relevantes para a construção de conclusões mais consistentes sobre a formação necessária para a educação domiciliar (seja para os pais, seja para instrutores pedagógicos).
1Tal possibilidade se mostra interessante, também, por constituir um novo nicho de mercado: o direcionamento pedagógico para pais. Esta opção permitiria a geração de um grande número de empregos, guardadas as proporções da demanda que poderia vir a existir.
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